2015-05-04
As aparições da Virgem no século XIII
Ana Lúcia Vasconcelos

Capitulo 14
No ano de 1210 São Francisco de Assis recebe do abade dos beneditinos de Monte Subiaco, a igreja de Santa Maria dos Anjos que depois passaria a se chamar Porciúncula. Na primeira noite, que ele passa em oração, na igreja, ele teve a visão de Jesus e Maria mais uma multidão de anjos: de Jesus recebe a mensagem que ele queria distribuir ali muitas graças. A igreja foi sede da Ordem Franciscana que teve relevante papel na reforma da igreja e na defesa da prerrogativa da Imaculada Conceição da Virgem cujo dogma foi definido em 1854. Desde então, Francisco colocou-se à disposição da Mãe de Deus e de Jesus seguindo à risca aquele mandato: “Francisco, reconstrói a minha igreja”.
http://capuchinhosprsc.org.br/santos-capuchinhos-2/santa-maria-dos-anjos-da-porciuncula-02
O padre Roman lembra que os santos foram grandes porque cultivaram, por toda a sua vida, a devoção à Virgem Maria. Cinco anos depois desse evento, em 1215, Nossa Senhora aparece novamente, em Toulouse, na França, desta vez àquele que seria o futuro São Domingos de Gusmão (1170-1221). Numa das aparições Maria recomenda que Domingos colocasse tudo sob sua proteção e ela não faltaria com seu auxílio no seu trabalho contra os hereges. Domingos fundou a ordem dos pregadores e seu trabalho contra os hereges albigenses e valdenses teve grande sucesso.
Nossa Senhora aparece a Zita,
uma empregada doméstica
No ano de 1250 a Virgem Maria aparece a uma empregada doméstica chamada Zita, em Luca, na Itália. Zita trabalhava na casa dos ricos Fantinelli. Um dia, ela voltava do trabalho já muito tarde, e ao entrar na cidade, aproximou-se dela uma senhora. As duas caminharam juntas até a porta da cidade que, a esta altura, já estava fechada. Ao aproximarem-se a porta se abriu sozinha e quando Zita chegou perto de casa, reconheceu naquela estrangeira a Virgem Maria, que naquele momento desapareceu. Na sequencia desta aparição inúmeros milagres ocorreram. Quando Zita faleceu, o bispo Paganello autorizou o culto local de Nossa Senhora. Zita foi canonizada em 1696 pelo papa Inocêncio XII. Seu corpo permanece intato, e ela é a padroeira das empregadas domésticas. “A Virgem Maria”, escreve o padre Roman, “acompanha todas as domésticas, conhece seu sofrimento, cansaço e preocupações, pois na casa de Isabel ela também foi doméstica”.
